Plantio da soja no MS começa com área maior e previsão de safra menor
O plantio da soja da safra 2026/27 começou nesta quarta-feira, em Mato Grosso do Sul, com previsão de expansão da área cultivada, mas de redução da produção. A estimativa inicial da Aprosoja – MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) aponta cultivo em 4,874 milhões de hectares, aumento de 5,5% sobre […]

O plantio da soja da safra 2026/27 começou nesta quarta-feira, em Mato Grosso do Sul, com previsão de expansão da área cultivada, mas de redução da produção. A estimativa inicial da Aprosoja – MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) aponta cultivo em 4,874 milhões de hectares, aumento de 5,5% sobre o ciclo anterior.
Mesmo com mais espaço ocupado pela cultura, a produção é projetada em 15,331 milhões de toneladas, queda de 8,4%. A explicação está na produtividade esperada, de 52,4 sacas por hectare, 13,2% inferior à registrada na temporada passada.
Na safra 2025/26, foram cultivados 4,6 milhões de hectares, com produtividade média de 60,4 sacas por hectare e produção de 16,7 milhões de toneladas.
Além do clima, o crédito aparece entre os fatores que podem pesar sobre o resultado. Em julho, as contratações de crédito rural em Mato Grosso do Sul somaram R$ 1,006 bilhão, redução de 15,75% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do ciclo 2025/26, a retração chegou a 20,6%.
Para o coordenador técnico da Aprosoja – MS, Gabriel Balta, a restrição exige maior atenção ao uso dos recursos. “Em um cenário de maior dificuldade de acesso ao crédito, eficiência não é apenas buscar mais produtividade, mas também produzir com racionalidade”.
A entidade aponta que disponibilidade de água e período escolhido para a semeadura também serão determinantes. “O resultado dependerá das condições encontradas ao longo do ciclo. O posicionamento da semeadura e a disponibilidade hídrica são fatores fundamentais”, afirma Balta.
Com a ampliação da área plantada, a avaliação da associação é de que manejo, tecnologia, conservação do solo e controle de custos ganham importância para melhorar o resultado por hectare. As estimativas ainda são iniciais e podem mudar conforme as condições encontradas durante o ciclo.




