G1
O governo federal deu início a uma série de reuniões com representantes dos setores que podem ser afetados pela tarifa de 25% anunciada na semana passada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida começa a valer nesta quarta-feira.
A promessa do presidente Luis Ignácio Lula da Silva em adotar a reciprocidade na aplicação de tarifas não agradou ao setor de máquinas e equipamentos. Em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, a categoria disse ser contra essa resposta do governo brasileiro.
José Velloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse que, apesar das novas barreiras comerciais, o setor vem ampliando as vendas para o exterior, alcançando um patamar recorde. "Não somos favoráveis [à política de reciprocidade]. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial", disse.
Especialistas ouvidos pelo g1, no entanto, avaliam que a reação brasileira não deve vir no curto prazo: o governo Lula deve endurecer o discurso, mas preservar negociações e agir com cautela antes de um eventual uso da reciprocidade.
Entenda o que está em jogo e quais os riscos se o Brasil adotar a medida.