A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem contra o Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, investigando manipulação de balanços e fraudes financeiras. A Justiça bloqueou cerca de R$ 670 milhões em bens e valores, com indícios de gestão fraudulenta e inserção de dados falsos.
Principais pontos da investigação
- Operação Miragem: Deflagrada em 23 de junho de 2026, com participação de mais de 50 agentes da PF.
- Banco Digimais: Instituição ligada ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.
- Bloqueio judicial: R$ 670,3 milhões em bens e valores foram congelados.
- Mandados de busca: Nove ordens cumpridas em São Paulo, além da quebra de sigilos bancário e fiscal.
Esquema suspeito
- Manipulação contábil: Administradores teriam inflado artificialmente o patrimônio e ocultado prejuízos.
- Resultados falsos: Indicadores financeiros foram maquiados para aparentar solvência.
- Supervalorização de ativos: Inclusão de ativos em fundos ligados ao grupo financeiro para esconder perdas.
- Captação irregular: Emissão desproporcional de títulos e CDBs com taxas acima de 110% do CDI.
Envolvimento de Edir Macedo
- Edir Macedo: Investigado por ser controlador do banco, mas não foi alvo de buscas por residir no exterior.
- Estratégia de crédito: Mudança para consignados e financiamento de veículos levou a crescimento inicial seguido de deterioração financeira.
Crimes apontados
- Gestão fraudulenta
- Inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis
- Operações de crédito vedadas
Todos previstos na Lei nº 7.492, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Contexto adicional
- A liquidação extrajudicial do Banco Master revelou exposição de cerca de R$ 600 milhões do Digimais em carteiras de crédito.
- Relatórios do Banco Central foram fundamentais para identificar as irregularidades.