A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) participou da articulação institucional que viabilizou a chegada de 201.260 unidades de repelentes e protetores solares com repelente para ações de enfrentamento à epidemia de chikungunya em Mato Grosso do Sul.
Os produtos serão destinados prioritariamente a comunidades indígenas e famílias em situação de vulnerabilidade social, especialmente em regiões onde a doença tem causado maior impacto. A ação foi coordenada pela Cruz Vermelha Brasileira, Filial Mato Grosso do Sul (CVBMS), a partir de uma demanda apresentada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS).
O alerta inicial partiu da situação registrada nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, onde o avanço da chikungunya aumentou a preocupação de lideranças, profissionais de saúde e instituições envolvidas no atendimento às comunidades.
Doação passou por entraves tributários
A doação está avaliada em mais de R$ 5,8 milhões e enfrentava dificuldades para ser efetivada por causa de entraves tributários interestaduais. A solução ocorreu após a publicação do Decreto Estadual nº 16.767/2026, com base no Convênio ICMS 53/26, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
A medida permitiu a isenção fiscal necessária para que os produtos fossem liberados e encaminhados ao Estado. Com isso, a Cruz Vermelha MS passou a organizar a logística de transporte e distribuição dos insumos.
Segundo a presidente da entidade, Aline Tagliaferro, a liberação foi resultado de uma construção conjunta entre instituições públicas e parceiros envolvidos na resposta humanitária.
“O desfecho positivo desta ação só foi possível graças à convergência de esforços entre instituições públicas e entidades parceiras. Tivemos apoio importante na articulação e acompanhamento do processo por parte das deputadas Camila Jara e Gleice Jane”, afirmou.
Parlamentar fala em proteção às populações mais vulneráveis
Para Gleice Jane, a chegada dos repelentes representa uma ação emergencial diante do avanço da doença e da vulnerabilidade enfrentada por comunidades indígenas e moradores de áreas periféricas.
“Estamos falando de proteção à vida. As comunidades indígenas e as famílias mais vulneráveis são sempre as primeiras a sentir os impactos da ausência de políticas públicas estruturadas. Garantir esses insumos é uma medida urgente de proteção e cuidado coletivo”, declarou a deputada.
A parlamentar destacou que a medida não substitui políticas permanentes de saúde pública, saneamento, vigilância epidemiológica e combate ao mosquito transmissor, mas ajuda a reduzir riscos em um momento de agravamento da situação sanitária.
Distribuição deve priorizar áreas em calamidade sanitária
Com a liberação fiscal concluída, os produtos sairão de Minas Gerais com destino a Mato Grosso do Sul. A Cruz Vermelha MS será responsável por coordenar o transporte e a entrega dos insumos.
A prioridade será atender localidades em situação de maior vulnerabilidade e risco, com foco em reservas indígenas e áreas urbanas mais afetadas pela chikungunya.
A expectativa é que a distribuição ajude a reforçar a proteção individual contra o mosquito transmissor, especialmente em comunidades com maior exposição e menor acesso a produtos de prevenção.
Números da doação
A remessa destinada a Mato Grosso do Sul inclui:
Protetor solar com repelente, FPS 30 e FPS 60: 138.612 unidades
Repelentes 4H, versões adulto e infantil: 62.648 unidades
Total geral: 201.260 unidades
A ação reúne articulação política, resposta humanitária e apoio institucional para ampliar a proteção de populações mais expostas à chikungunya em Mato Grosso do Sul.