Duas mortes por chikungunya foram confirmadas em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Fátima do Sul e Jardim, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na sexta-feira passada.
Em Fátima do Sul, a vítima é um homem de 82 anos, que morreu na quarta-feira. Ele tinha diabetes e hipertensão. Os sintomas começaram em 25 de fevereiro. Este é o primeiro óbito pela doença no município.
Em Jardim, foi confirmada a segunda morte pela doença na cidade. A vítima é um homem de 94 anos, que morreu em 4 de março. Ele tinha hipertensão, diabetes e doença cardíaca. Os sintomas começaram em 4 de fevereiro.
Atualmente, o Estado tem 4.281 casos prováveis e 2.102 confirmados, além de 10 mortes registradas e 4 em investigação.
Alta incidência
Ao todo, 16 municípios apresentam alta incidência da doença:
- Dourados: 983 casos prováveis
- Fátima do Sul: 519
- Corumbá: 465
- Jardim: 321
- Amambai: 244
- Sete Quedas: 138
- Bonito: 129
- Costa Rica: 99
- Itaporã: 84
- Selvíria: 60
- Guia Lopes da Laguna: 50
- Vicentina: 45
- Douradina: 34
- Angélica: 34
- Paraíso das Águas: 32
- Jateí: 13
Mortes em MS
Até agora, Mato Grosso do Sul contabiliza 10 mortes por chikungunya:
- Mulher, 69 anos (Aldeia Jaguapiru, 26/02)
- Homem, 73 anos (Aldeia Jaguapiru, 09/03)
- Bebê, 3 meses (Aldeia Bororó, 10/03)
- Homem, 72 anos (Bonito, 19/03)
- Mulher, 60 anos (Aldeia Jaguapiru, 12/03)
- Bebê, 1 mês (Aldeia Jaguapiru, 24/03)
- Mulher, 82 anos (Jardim, 23/03)
- Homem, 55 anos (Dourados, 03/04)
- Homem, 82 anos (Fátima do Sul, 08/04)
- Homem, 94 anos (Jardim, 04/03)
Atendimento a casos graves
Com o aumento dos casos, a Secretaria de Estado de Saúde criou um fluxo emergencial para atendimento de pacientes em estado grave.
A medida define prazos menores para resposta e prioridade para regiões com maior incidência. Casos classificados como P1.0 e P1.1, considerados graves ou com risco de piora, devem ter encaminhamento definido em até uma hora após a solicitação.
A norma também prevê o uso da “vaga zero”, que permite transferir pacientes em estado crítico mesmo sem leitos disponíveis, para garantir atendimento imediato.