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6 de abril de 2026: O paradoxo do movimento num mundo que não para

Publicada em: 06/04/2026 09:59 -

 

Há 24 anos, a Organização Mundial da Saúde instituiu o Dia Mundial da Atividade Física. A data, celebrada hoje, nunca foi tão urgente – nem tão contraditória.

Enquanto relógios inteligentes e aplicativos de treino batem recordes de downloads, a Organização Pan-Americana da Saúde alerta: um em cada três adultos no mundo permanece sedentário. O Brasil, segundo dados de 2025, supera essa média: 42% da população não pratica o mínimo recomendado de 150 minutos semanais de atividade moderada.

“Ganhamos tecnologia, perdemos deslocamento”, resume a fisiologista Carla Mendes, pesquisadora da USP. “As pessoas monitoram passos, mas mal saem da cadeira para pegar água.”

O paradoxo se aprofunda nas cidades. São Paulo, por exemplo, ampliou ciclovias em 18% desde 2024, mas o número de ciclistas no transporte diário caiu 7% no mesmo período. “Infraestrutura não basta sem cultura e segurança”, critica o urbanista Ricardo Faria.

Há, porém, sinais de mudança silenciosa. Academias ao ar livre em bairros periféricos de Fortaleza e Belém registraram aumento de 35% na frequência matinal entre idosos. Empresas como a Magazine Luiza e o Itaú Unibanco adotaram “pausas ativas obrigatórias” de 10 minutos a cada duas horas – política que reduziu afastamentos por dores nas costas em 22%.

A OMS reforça: o movimento não exige maratonas. Subir escadas, dançar enquanto cozinha ou caminhar até o mercadinho local já contam. O desafio de 2026 é desatar o nó entre informação e ação.

Neste 6 de abril, especialistas fazem um apelo seco e direto: “Pare de medir. Comece a fazer. Hoje.”

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