O deputado Pedro Kemp (PT), 2º secretário da Casa de Leis, ocupou a tribuna ontem (10) para celebrar os 46 anos de criação do Partido dos Trabalhadores (PT). Como presidente do Diretório Municipal do partido em Campo Grande, Kemp destacou que a sigla “segue viva, renovada e necessária ao Brasil”, ressaltando seu papel histórico na luta pela democracia e justiça social.
O parlamentar lembrou que o PT nasceu oficialmente em 1980, “do chão das fábricas, dos movimentos estudantis, sindicais e populares”, em plena resistência à ditadura militar. Para ele, a trajetória da sigla está diretamente ligada às conquistas sociais alcançadas no país nas últimas décadas, com políticas públicas voltadas à redução da desigualdade, à inclusão social e ao combate à fome.
Kemp afirmou que os governos petistas “tiraram o Brasil do mapa da fome, reduziram desigualdades e ampliaram o acesso dos mais pobres ao orçamento da União”. Citou também medidas recentes, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, que, segundo ele, representam “justiça social”.
Resistência política e defesa da democracia
Durante o pronunciamento, o deputado também enfatizou que a história do PT é marcada pela resistência a “tentativas de criminalização”, citando a Operação Lava Jato e a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que segundo ele ocorreu “sem provas”.
Kemp afirmou que a legenda resistiu igualmente a “ataques à democracia e projetos autoritários”, mantendo a defesa do Estado democrático de direito. “Celebrar os 46 anos do PT é celebrar a coragem de sonhar e lutar”, resumiu.
O parlamentar prestou homenagens à militância petista, “aguerrida e persistente”; ao presidente Lula, “líder mundial que recolocou o Brasil no cenário internacional”; e ao deputado Zeca do PT, “maior liderança do partido em Mato Grosso do Sul”, lembrado por sua atuação como governador e pela criação de programas estruturantes, como o Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS (Fundersul).
PT quer Gleice Jane da CCJR
A definição do nome que vai ocupar a quinta vaga da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul movimentou os debates no parlamento na terça-feira.
A bancada do PT está reivindicando a vaga e protocolou requerimento. Formada pelos deputados Pedro Kemp, Gleice Jane e Zeca do PT, o partido se posicionou em defesa da democracia e do regimento do Legislativo.
“Indicamos a deputada Gleice Jane para esta vaga. Qual é o nosso entendimento? Temos dois blocos numerosos que indicam duas vagas cada e a quinta vaga é dos pequenos partidos. Nós fomos atropelados, nem fomos chamados para discussão pra uma reunião, e já foi indicado um deputado de um bloco, que vai ter três. Nós estamos reinvindicando o direito das minorias, dos pequenos partidos a essa vaga. É do espírito do parlamento essa composição pra de fato todas as tendências políticas estarem representadas na maior e mais importante comissão que é a CCJR. Oito deputados dos pequenos partidos não podem ficar sem uma representação”, pontuou Kemp.
Atualmente, a CCJR tem como membros titulares os deputados Pedro Caravina (PSDB) – que preside o colegiado-, Junior Mochi (MDB), Paulo Duarte (PSB) e Pedro Pedrossian Neto (PSD). A vaga em disputa era antes ocupada por Neno Razuk (PL).
O PL teria como nomes os deputados João Cattan e Coronel Davi. Mas, o nome de Rinaldo Modesto (Podemos) foi cogitado como o sucessor de Razuk.