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DIVISÃO COMEMORADA – Em quae quarenta anos o MS multiplica rebanhos e safras

Quando Mato Grosso do Sul começou a funcionar, em 1º de janeiro de 1979, o arroz ocupava nas lavouras um espaço 3 vezes maior que o milho. Um em cada 3 moradores vivia no campo, o rebanho bovino acabava de ultrapassar 10 milhões de cabeças e a soja ainda estava longe de se tornar uma […]

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Redação
11/10/2026 às 19h25
DIVISÃO COMEMORADA – Em quae quarenta anos o MS multiplica rebanhos e safras

Quando Mato Grosso do Sul começou a funcionar, em 1º de janeiro de 1979, o arroz ocupava nas lavouras um espaço 3 vezes maior que o milho. Um em cada 3 moradores vivia no campo, o rebanho bovino acabava de ultrapassar 10 milhões de cabeças e a soja ainda estava longe de se tornar uma das engrenagens da economia estadual, assim como a celulose, que nem figurava nas estatísticas da época.

Quase 50 anos depois, o Estado tem mais que o dobro da população. Para cada tonelada de milho colhida em 1979, hoje são produzidas 95. Na soja, a proporção é de quase 16 para uma. Na cana-de-açúcar, o salto é ainda maior – cada tonelada do início de MS virou 177 toneladas na produção atual.

 

A transformação aparece nas cidades, nas lavouras, nos rebanhos e na riqueza produzida. A partir de indicadores e séries históricas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) se compara o Estado que começou a funcionar em 1979 com o Mato Grosso do Sul atual

O Mato Grosso do Sul foi criado oficialmente em 11 de outubro de 1977, mas o recorte começa em 1979, quando o novo Estado foi instalado, ganhou governo próprio e passou a funcionar administrativamente.

ARROZ POR MILHO

A mudança econômica fica ainda mais visível quando se observa o que saiu das lavouras em cada período. Em 1979, os municípios que formavam Mato Grosso do Sul colheram 457,1 mil toneladas de arroz, 146,5 mil toneladas de milho e 826,7 mil toneladas de soja. O arroz, hoje quase residual na produção estadual, rendia naquele momento mais de 3 vezes o volume do milho.

Em 2025, a fotografia praticamente se inverteu. A produção de milho chegou a 13,93 milhões de toneladas e a de soja, a 13,12 milhões. O arroz recuou para 83,5 mil toneladas.

Na prática, o milho produzido atualmente seria suficiente para repetir 95 vezes toda a colheita de 1979. A produção de soja se multiplicou por quase 16. O arroz, por sua vez, perdeu 81,7% do volume que tinha no nascimento do Estado.

A cana-de-açúcar protagonizou a maior expansão proporcional. A produção saltou de 312,3 mil toneladas para 55,26 milhões, avanço de 17.594%. O movimento acompanha a chegada das usinas e a consolidação das cadeias do açúcar e dos biocombustíveis. A mandioca também cresceu, de 521,7 mil para 1,51 milhão de toneladas. O trigo percorreu o caminho contrário e recuou de 68,9 mil para 56,4 mil toneladas.

A reportagem reconstruiu os números de 1979 por meio da soma dos resultados municipais da PAM (Pesquisa Agrícola Municipal). Naquele período, o território tinha menos municípios que os atuais 79, porque várias cidades ainda seriam criadas por desmembramento.

AVES AVAÇAM DEZ VEZES E DIVIDEM ESPAÇO COM O GADO 

Granjas proliferaram no setor pecuário de Mato Grosso do Sul (FOTO – DIVULGAÇÃO)

O boi continua como uma das imagens mais associadas a Mato Grosso do Sul, mas foram outras criações que apresentaram os maiores crescimentos proporcionais.

O rebanho bovino passou de 10,02 milhões de cabeças, em 1979, para 17,95 milhões em 2025, alta de 79,1%. Enquanto a população mais que dobrou, o número de bovinos não chegou a crescer na mesma proporção.

Entre os suínos, o efetivo saltou de 545,2 mil para 1,96 milhão de animais, avanço de 259,8%. Mas o maior salto ocorreu nos galináceos: eram 3,44 milhões em 1979 e passaram a 35,55 milhões em 2025. Para cada ave criada no início do Estado, agora existem mais de 10.

A expansão mostra que a produção animal deixou de depender quase exclusivamente da pecuária bovina e incorporou cadeias mais intensivas, como a avicultura e a suinocultura. Assim como na agricultura, os números históricos foram obtidos pela soma dos resultados municipais da PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal). Os dados de 2025 ainda são classificados como preliminares pelo IBGE.

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